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Seja compassivo, misericordioso, justo e tenha amor ao próximo. Seja irmão da Caridade

     Sejam bem vindos ao site: IRMÃOS DA CARIDADE

                                                  Welcome to the SiteBROTHERS OF CHARITY

   Somos IRMÃOS DA CARIDADE, porque amamos  o nosso próximo, por isso nós trabalhamos para ajudar os necessitados neste mundo, onde uns têm tudo e outros nada têm.

Devemos estar mobilizados para ajudar com o pouco que possuímos, os nossos irmãos que se encontram em situações difíceis, tais como:
Velhos, crianças abandonadas, viúvas sem meios de sobrevivência, órfãos, pessoas carentes, doentes sem assistência médica por falta de meios financeiros.
Devemos imaginar, quantas pessoas morrem em cada minuto que passa, por falta de caridade, solidariedade e amor ao próximo.Muitas pessoas deixaram de ajudar financeiramente ou materialmente um vizinho, um parente doente e que posteriormente morreu. Como se sentem sabendo que, se tivessem ajudado esse parente ou vizinho não teria morrido? Não vamos esperar pela desgraça dos outros. Vamos ajudar o próximo no momento que ele precisa, no momento certo e oportuno.
Nós IRMÃOS DA CARIDADE, queremos mobilizar as pessoas humildes, misericordiosas, compassivas e que têm amor ao próximo, para juntos podermos diminuir, e quem sabe, um dia acabar com o sofrimento daqueles que padecem nesse universo.

"Quem não vive para servir não serve para viver" , disse o irmão Bispo Emílio de Carvalho.

 Mateus 20:28; Marcos 10:45

 Vamos servir aos nossos irmãos que precisam de nós. 

  Ministério: Como Os Verdadeiros Servos Pensam

Para se tornar um servo, você precisa pensar como um servo.

“Meu servo Calebe pensa de modo diferente e me segue completamente.” - Num. 14:24


“Pense sobre você do mesmo jeito que Jesus pensava de Si.” - Fp. 2:5


Para ser um servo você tem que incrementar a forma de pensar, mudar as atitudes. Deus está sempre mais interessado no porquê fazemos determinadas coisas do que como ou o que fazemos. As atitudes são mais importantes do que as realizações. O rei Amazias perdeu o favor de Deus porque Ele fez o que era justo na presença do Senhor, mas não com a sinceridade de seu coração.

Servos verdadeiros servem o Senhor com cinco atitudes em mente

Os servos verdadeiros conseguem deixar de pensar em si mesmos


Focalizam os outros e não a si mesmos. Esta é a verdadeira forma de humildade: não pensar pouco de nós mesmos, mas pensar pouco em nós mesmos. Paulo disse: “Esqueçam de vocês o suficiente para nos dar uma ajuda". Isto é o que chamamos - perder a vida – esquecendo de nós mesmos no servir aos outros. Quando paramos de nos centrar em nossas próprias necessidades, nós nos apercebemos das necessidades dos outros.

Jesus "esvaziou-se a si mesmo por tomar a forma de servo". Quando foi a última vez que você se esvaziou em benefício dos outros? Você não pode ser um servo se estiver cheio de si mesmo. Só quando nos esquecemos de nós mesmos é que fazemos as coisas que merecem ser lembradas.

Infelizmente, muito do nosso serviço é geralmente servir a nós mesmos. Servimos para que os outros gostem de nós, para que nos admirem, ou para alcançarmos algum objetivo de interesse pessoal. Isso é manipulação, não ministério. É o que acontece quando ficamos todo o tempo em que estamos pensando sobre nós mesmos e quão nobres e maravilhosos nós somos. Algumas pessoas tentam usar o serviço para fazer comércio com Deus: "Vou fazer isso para o Senhor, Deus, se o Senhor fizer alguma coisa por mim”. Servos verdadeiros não usam Deus para seus propósitos. Eles permitem que Deus os use para os Seus propósitos.

A qualidade do desprendimento, como a fidelidade, é extremamente rara. De todas as pessoas que Paulo conhecia, Timóteo foi o único exemplo que ele apontou. Pensar como um servo é difícil porque me desafia no problema básico de minha vida: sou, por natureza, egoísta. Penso muito mais em mim mesmo. Esta é a razão porque a humildade é um motivo de luta diária, lição que precisa ser re-aprendida constantemente. A oportunidade de ser servo me confronta dezenas de vezes todo o dia quando me dou a chance de escolher entre suprir minhas necessidades ou as necessidades dos outros. Negar-se a si mesmo é o centro do serviço.

Podemos medir o coração de servo ao analisarmos o facto de como nós respondemos quando os outros nos tratam como servos. Como reagimos quando nos dão ordens, mandados ou somos tratados como inferiores? A paráfrase da Versão The Message em Mateus 5:41 diz: “Se alguém leva vantagem injusta sobre você, use a oportunidade para praticar a acção do servo”.
Servos verdadeiros, pensem como mordomos e não como donos

Os servos se lembram que Deus é o dono de tudo. Na Bíblia, um mordomo era o servo de confiança que gerenciava uma determinada área. José foi um tipo de servo como prisioneiro no Egipto. Primeiro, Potifar confiou seu lar a José. Então o carcereiro confiou sua prisão. Eventualmente Faraó confiou o país inteiro a ele. Serviço e mordomia andam juntos desde que Deus espera que sejamos confiáveis nos dois. A Bíblia diz: “Uma só coisa é requerida dos servos e esta é que sejam fieis ao seu mestre”. Como você está tratando os recursos que Deus confiou a você?

Para se tornar um servo verdadeiro, você precisa clarear a ideia sobre o dinheiro em sua vida. Jesus disse: "Ninguém pode servir a dois senhores...” Você não pode servir a Deus e ao dinheiro. Ele não disse que você pode servir aos dois, mas sim que precisa fazer uma escolha. Viver para o ministério e viver para o dinheiro são alvos mutuamente exclusivos. Não se combinam. Qual dos dois você escolhe? Se você é um servo de Deus, não pode vacilar. Todo o seu tempo pertence a Deus. Ele insiste em dedicação exclusiva, nunca em fidelidade parcial.

O dinheiro tem um grande potencial para tirar Cristo de sua vida. Muita gente não serve por causa do materialismo, mais do que por outra razão. Dizem: “Depois que eu alcançar meus objectivos financeiros vou servir a Jesus." Essa é uma decisão tola de que vão se lamentar por toda a vida. Quando Jesus é o seu Mestre, o dinheiro é que lhe serve, mas se o dinheiro é o seu mestre, você se torna um escravo dele. Riqueza certamente não é um pecado, mas falhar em usá-la para a glória de Deus é. O verdadeiro servo se preocupa mais com o serviço do que com o dinheiro.

A Bíblia é muito clara - Deus usa o dinheiro para testar nossa fidelidade como servo. Essa é a razão porque Jesus falou mais sobre dinheiro do que sobre o céu ou inferno. Ele disse: “Se você não é confiável ao tratar com as riquezas do mundo, quem vai confiar a você as verdadeiras riquezas?" Como você administra seu dinheiro afecta o quanto Deus pode abençoar sua vida.

Creio que as pessoas geralmente caem em uma das duas categorias: Construtores do Reino ou Construtores de Riqueza.

Ambos são dotados e fazem o negócio prosperar, fechando contratos e vendas, e lucrando.

Os Construtores de Riqueza continuam angariando riquezas para si mesmos independentemente do quanto já possuam.

Os Construtores do Reino mudam as regras do jogo. Tentam ganhar o máximo de dinheiro mas o usam para ajudar os outros. Usam a riqueza para implementar a igreja e sua missão no mundo.

Temos um grupo de CEOs na igreja Saddleback, empresários que tentam ganhar o máximo, de modo a poder dar o mais que podem para fortalecer o Reino de Deus. Encorajo você e seu pastor a começarem um grupo de Construtores do Reino em sua igreja.
Verdadeiros servos pensam sobre suas responsabilidades e não no que os outros servos estão fazendo.

Não comparem, critiquem ou competem com outros servos ou ministérios. Estão bastante ocupados fazendo a obra que Deus lhes responsabilizou.

Competição entre os servos de Deus é ilógica por muitas razões, estamos todos no mesmo grupo, o alvo é mostrar a bondade de Deus, não a nossa, temos diferentes áreas de acção e somos diferentes e exclusivamente moldados. Paulo disse: “Não nos comparemos com os outros como se um de nós fosse melhor ou pior. Temos muito mais coisas interessantes para fazer em nossas vidas. Cada um de nós é original”.

Não há lugar para inveja entre os servos. Quando estamos ocupados servindo, não temos tempo para criticar. O tempo que gastamos criticando deveria ser usado para ministrar aos outros. Quando Marta reclamou a Jesus que Maria não estava ajudando com a comida, ela perdeu o coração de serva. O verdadeiro servo não reclama de injustiças, não fica melindrado, e não fica ressentido com os que não estão servindo. Apenas confiam em Deus e continuam servindo.

Não é nossa tarefa avaliar os servos de outro mestre. A Bíblia diz: “Quem está criticando o servo dos outros? O Senhor é quem determina o quanto seu servo é bem sucedido.” Também não é nossa tarefa nos defendermos de críticas. Deixemos que nosso Mestre trate disso. Sigamos o exemplo de Moisés que mostrou verdadeira humildade face à oposição, como também Neemias, cuja resposta às críticas foi simplesmente: “Meu trabalho é tão importante que não vou parar agora para estar com vocês.”

Se você serve como Jesus, pode esperar ser criticado. O mundo, e até gente da igreja, não entende os valores de Deus. Os discípulos criticaram um dos mais belos gestos de amor mostrados a Jesus. Maria pegou o que tinha de mais valor, um perfume muito caro, e o derramou sobre Jesus. Seu magnífico gesto foi chamado de “desperdício” pelos discípulos, mas Jesus o chamou de “significante” e aquilo era o que importava. Seu serviço para Cristo nunca é um desperdício, apesar do que os outros digam.

Servos verdadeiros baseiam sua identidade em Cristo

Lembram que são incondicionalmente amados e aceites pela graça, assim não precisam provar seu valor quando são amedrontados nas questões inferiores da vida. Muitos de nós somos inseguros para sermos servos. Temos medo que nossas fraquezas e inseguranças sejam descobertas e assim os escondemos com um bocado de pretensão e orgulho.
Um dos exemplos mais profundos do servir baseado numa auto-imagem segura é Jesus lavando os pés de seus discípulos. Lavar os pés era o equivalente a um engraxa-te, um trabalho sem status. Mas Jesus sabia quem era, de modo que isso não O ameaçou ou O incomodou quando o fez.

A Bíblia diz: “Jesus sabia que o Pai havia colocado todas as coisas sob seu poder, e que ele viera do Pai…de modo que ele levantou-se, tirou a sua capa, pegou uma toalha e a amarrou na cintura...”

Se você quer ser um servo, deve posicionar sua identidade em Cristo. Apenas as pessoas seguras podem servir. Quanto mais inseguro você for, mais você quer que os outros lhe sirvam, e mais vai querer aprovação deles. Por outro lado, quando você baseia seu valor e identidade na sua relação com Cristo, você se liberta da expectativa dos outros. Você torna-se livre para servir.

Os verdadeiros servos não precisam colocar placas e troféus em seus muros para validar seu trabalho. Não insistem em ser tratados pelos títulos e não se vestem com roupagem de superioridade. O status e símbolos de importância são desnecessários e nunca medem seu trabalho pelas suas conquistas. Paulo disse: ”Você pode se vangloriar, mas a única aprovação que conta é a do Senhor”.

Se alguém teve a chance em sua vida de usar suas conexões e se exaltar foi Tiago, o meio-irmão de Jesus. Ele teve as credenciais de ter crescido com Jesus, como seu irmão. Ainda assim, na introdução de sua carta, ele se refere a si mesmo simplesmente como “um servo de Deus e do Senhor Jesus”. Quanto mais íntimo você se torna de Jesus, menos você precisa se promover a si mesmo.

Os verdadeiros servos pensam no ministério como uma oportunidade, e não como uma obrigação
Adoram ajudar as pessoas, suprir suas necessidades e cumprir o ministério. Eles “servem ao Senhor com alegria". Por que servimos com alegria? Porque amamos o Senhor, somos agradecidos pela sua graça, sabemos que o serviço é a forma do mais alto nível da vida, e Deus tem prometido uma recompensa. Jesus prometeu: “O Pai honrará e recompensará todos que me servem.” E Paulo acrescenta: “Ele não se esquece como vocês trabalharam duro para ele e como mostraram seu amor por ele por cuidar de outros Cristãos.”

Imagine o que aconteceria se apenas 10% de todos os cristãos no mundo levassem a sério sua responsabilidade de ser um servo verdadeiro. Imagine as coisas boas que poderiam ser feitas.

Você está querendo ser uma dessas pessoas? Albert Schweitzer disse: "As únicas pessoas que são realmente felizes são aquelas que aprenderam a servir."

Marcadores: Pastor Rick Warren

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O Evangelho Segundo o Espiritismo

por ALLAN KARDEC – tradução de José Herculano Pires

 I – A Caridade Material e a Caridade Moral

IRMÃ ROSÁLIA

Paris, 1860

             9 – “Amemo-nos uns aos outros e façamos aos outros o que quereríamos que nos fosse feito”. Toda a religião, toda a moral, se encerram nestes dois preceitos. Se eles fossem seguidos no mundo, todos seriam perfeitos. Não haveria ódios, nem ressentimentos. Direi mais ainda: não haveria pobreza, porque, do supérfluo da mesa de cada rico, quantos pobres seriam alimentados! E assim não mais se veriam, nos bairros sombrios em que vivi, na minha última encarnação, pobres mulheres arrastando consigo miseráveis crianças necessitadas de tudo.

            Ricos! Pensai um pouco em tudo isso. Ajudai o mais possível aos infelizes; daí, para que Deus vos retribua um dia o bem que houverdes feito: para encontrardes, ao sair de vosso invólucro terrestre, um cortejo de Espíritos reconhecidos, que vos receberão no limitar de um mundo mais feliz.

            Se pudésseis saber a alegria que provei, ao encontrar no além aqueles a quem beneficiei, na minha última vida terrena!

            Amai, pois, ao vosso próximo; amai-o como a vós mesmos, pois já sabeis, agora, que o desgraçado que repelis talvez seja um irmão, um pai, um amigo que afastais para longe. E então, qual não será o vosso desespero, ao reconhecê-lo depois no Mundo dos Espíritos!

            Quero que compreendais bem o que deve ser a caridade moral, que todos podem praticar, que materialmente nada custa, e que não obstante é a mais difícil de se por em prática.

            A caridade moral consiste em vos suportardes uns aos outros, o que menos fazeis nesse mundo inferior, em que estais momentaneamente encarnados. Há um grande mérito, acreditai, em saber calar para que outro mais tolo possa falar: isso é também uma forma de caridade. Saber fazer-se de surdo, quando uma palavra irônica escapa de uma boca habituada a caçoar; não ver o sorriso desdenhoso com que vos recebem pessoas que, muitas vezes erradamente, se julgam superiores a vós, quando na vida espírita, a única verdadeira, está às vezes muito abaixo: eis um merecimento que não é de humildade, mas de caridade, pois não se incomodar com as faltas alheias é caridade moral.

            Essa caridade, entretanto, não deve impedir que se pratique a outra. Pelo contrário: pensai, sobretudo, que não deveis desprezar o vosso semelhante; lembrai-vos de tudo o que vos tenho dito; é necessário lembrar, incessantemente, que o pobre repelido talvez seja um Espírito que vos foi caro, e que momentaneamente se encontra numa posição inferior à vossa. Reencontrei um dos pobres do vosso mundo a quem pude, por felicidade, beneficiar algumas vezes, e ao qual tenho agora de pedir, por minha vez.

            Recordai-vos de que Jesus disse que somos todos irmãos, e pensai sempre nisso, antes de repelirdes o leproso ou o mendigo. Adeus! Pensai naqueles que sofrem, e orai.

 UM ESPÍRITO PROTETOR

Lyon, 1860

10 – Meus amigos, tenho ouvido muitos de vós dizerem: Como posso fazer a caridade, se quase sempre não tenho sequer o necessário?

            A caridade, meus amigos, se faz de muitas maneiras. Podeis fazê-la em pensamento, em palavras e em ações. Em pensamentos, orando pelos pobres abandonados, que morreram sem terem sequer vivido; uma prece de coração os alivia. Em palavras: dirigindo aos vossos companheiros alguns bons conselhos. Dizei aos homens amargurados pelo desespero e pelas privações, que blasfemam do nome do Altíssimo: “Eu era como vos; eu sofria, sentia-me infeliz, mas acreditei no Espiritismo e, vede agora sou feliz!” Aos anciãos que vos disseram: “É inútil; estou no fim da vida; morrerei como vivi”, respondei: “A justiça de Deus é igual para todos; lembrai-vos dos trabalhadores da última hora!” Às crianças que, já viciadas pelas más companhias, perdem-se nos caminhos do mundo, prestes a sucumbir às suas tentações, dizei: “Deus vos vê, meus caros pequenos!”, e não temais repetir freqüentemente essas doces palavras, que acabarão por germinar nas suas jovens inteligências, e em lugar de pequenos vagabundos, fareis delas verdadeiros homens. Essa é também uma forma de caridade.

            Muitos de vós dizeis ainda: “Oh! somos tão numerosos na terra, que Deus não pode ver-nos a todos!” Escutai bem isso, meus amigos: quando estais no alto de uma montanha, vosso olhar não abarca os bilhões de grãos de areia que a cobrem? Pois bem: Deus vos vê da mesma maneira; e Ele vos deixa o vosso livre arbítrio, como também deixais esses grãos de areia ao sabor do vento que os dispersas. Com a diferença que Deus, na sua infinita misericórdia, pôs no fundo do vosso coração uma sentinela vigilante, que se chama consciência. Ouvi-a, que ela vos dará bons conselhos. Por vezes, conseguis entorpecê-la, opondo-lhe o espírito do mal, e então ela se cala. Mas ficai seguros de que a pobre relegada se fará ouvir, tão logo a deixardes perceber a sombra do remorso. Ouvi-a, interrogai-a, e freqüentemente sereis consolados pelos seus conselhos.

            Meus amigos, a cada novo regimento o general entrega uma bandeira. Eu vos dou esta máxima do Cristo: “Amai-vos uns aos outros”. Praticai essa máxima: reunir-vos todos em torno dessa bandeira, e dela recebereis a felicidade e a consolação.     

 




Contamos contigo.
Não deixe de ler os Estatutos e as teses que se encontram nas páginas seguintes.

 Que Deus abençoe à todos nós.

 

 

 

 






História do Irmão Damião

 O Irmão da Caridade

Frei Damião vivia numa choça,
A mais humilde que idear se possa,
Um recanto perdido, entre serros perdidos,
Amparando aos doentes e aos caídos.

Mãos calosas na gleba, ele mesmo produz
O pão que come e a roupa que o reveste
E agora mais cansado, mais sozinho,
Acolhe os viajantes do caminho,
Quais se fossem Jesus.

Era assim que vivia o servo do Senhor:
Coração transformado em pousada de amor.
Aos romeiros sem lar, de visita à choupana,
A lhe pedirem rumo, amparo e vida nova
Sabia atenuar os rigores da prova,
Doando-lhes consolo à rude estrada humana.

Fosse ao pranto de mãe, fosse a triste mendigo,
Aos enfermos sem fé que o desespero alcança,
Aos famintos de pão, às almas em perigo
Entregava o socorro e a bênção da esperança.

Assim envelhecera Frei Damião
Sentindo Jesus Cristo em cada coração.

Quanto tempo vivera não sabia,
Auxiliava a todos, noite e dia...

Mais tarde, adoeceu... E, mesmo assim,
Curvado para a Terra, erguia as mãos trementes,
Socorrendo viajores e doentes,
Embora sempre a febre a recordar-lhe o fim...

De corpo gasto e desarticulado,
Numa noite de gelo, ele escuta um chamado:
- Damião, Damião, há mau tempo, abre a porta,
Liberta-me do frio que me corta!...

Levanta-se o velhinho e abre a cabana estreita,
Vê diante de si um enfermo que se arrasta,
Nota-lhe o corpo em lepra, a desfazer-se todo,
É um pedinte de estrada em chaga, sangue e lodo...

- Abriga-me hoje só - ele diz, suplicante.

- Damião não vacila e dá-lhe o próprio teto.

Lá fora, a ventania é o tumulto completo.
Ulula o furacão desatado e violento,
Tombam troncos viris aos arrancos do vento...

- Tenho fome, Damião - clama o recém-chegado -
O velhinho febril treme, avança, tateia,
Procura o pão guardado
E dá-lhe o pão que tem, entre o prato e a candeia.

- Tenho sede, Damião, pede o estranho viajor,
Trago a garganta em fogo, em tremenda secura...
Damião traz-lhe um pouco de água pura
E o pobre continua, em voz lenta e magoada:
- Tenho frio, Damião, sofri muito na estrada...
O irmão da caridade não hesita,
Dá-lhe a pele de uso que o recobre,
Entretanto, o infeliz, tão triste quanto pobre
Exclama: - estou cansado, a inquietação me agita,
Ajuda-me a dormir
Quero um leito, Damião...
Damião dá-lhe o leito e se deita no chão.
Mas o pobre na cama, agasalhado e quente
Roga em pranto: - Damião, tenho o corpo doente,
Aquece-me, por Deus, tenho a carne ferida,
Vem a mim!... Teu calor pode salvar-me a vida!...

Damião não vacila, ergue-se com carinho,
Ele conhece a dor dos tristes do caminho...
Lembra outras noites más, chuvosas e nevoentas,
E abraça-lhe, ao deitar-se, as chagas purulentas...

Mas nisso a choça escura se ilumina...
Damião sente um choque... E busca o itinerante
Mas já não vê o pobre suplicante...

Erguera-se o mendigo,
Mostra um rosto diverso e um sorriso sereno...
Ajoelha-se, à pressa, o irmão dos infelizes
E no pranto a banhar-lhe o rosto em cicatrizes,
Reconhece no estranho o Mestre Nazareno.

Ele fita em Damião o olhar de amor e luz,
E enquanto a tempestade estraçalha o arvoredo,
Como quem sente o Céu em divino segredo,
Damião deslumbrado,
Tendo o Amigo Celeste, lado a lado,
Diz apenas: Jesus!...

O Mestre se aproxima e fala-lhe, de manso:
- Damião, vem comigo,
Encontrarás agora o tempo do descanso...

No outro dia, mais cedo, outro irmão aparece
Vem rogar a Damião a bênção de uma prece,
Mas verifica em mágoa e desconforto:
O irmão da caridade estava morto,
No entanto, qual se o corpo imóvel resguardasse
Recôndito vigor,
Trazia na algidez da própria face
Uma expressão de paz e um sorriso de amor.

(De "Coração e Vida", de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Maria
Dolores)

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